© 2017 por Timepress Comunicação e Conteúdo

7ª edição do Congresso de Valorização do Rental

87,8% dos empresários e representantes do setor acreditam em futuro melhor

 

Em sua sétima edição, o Congresso Nacional de Valorização do Rental, primeiro realizado no Rio de Janeiro, reuniu na sede do SINDUSCON-RJ um público seleto de 200 pessoas, entre empresários, fornecedores e lideranças sindicais do setor de locação. A 7ª edição, realizada em  03 de outubro de 2019, proporcionou o debate de temas relevantes, como a reforma tributária, assim como apresentou um case de sucesso do setor e fechou os trabalhos com uma palestra esclarecedora sobre assuntos pontuais no panorama geopolítico e econômico.

Mediado pelo empresário Eurimilson Daniel, secretário executivo da ANALOC, o Congresso contou com a participação do deputado federal Márcio Labre (PSL-RJ), responsável por levantar pontos cruciais sobre a reforma tributária e da previdência; do fundador da Casa do Construtor, Expedito Arena, um case de sucesso, e do jornalista Luís Artur Nogueira, que apresentou uma visão global sobre a situação política e econômica do Brasil e do mundo.

Na última palestra, além da abordagem com um viés político e econômico, também foi possível aferir o grau de receptividade da plateia sobre um ponto crucial no mercado: o futuro do país. Nesse aspecto, um dado interessante: 87,8% dos participantes acreditam que o seu negócio estará ainda melhor nos próximos nove meses.

Sobre o Congresso

Considerado o maior evento do setor de locação de máquinas, equipamentos e ferramentas para a construção civil do Brasil, o Congresso Nacional de Valorização do Rental é organizado pela ANALOC e pelo Sindileq-RJ. Ao longo dos anos, a iniciativa tem ganhado representatividade que se traduz pelo crescente número de participantes e apoiadores.

Este ano o evento contou com o apoio de entidades como o Sindileq-MG, Sindileq-PE, Sindileq-CE, Sindileq-GO, ABELME, SOBRATEMA, SELEMAT, ABRASFE, APELMAT e ALEC. O patrocínio para a realização do encontro veio de importantes empresas do setor, que fizeram questão de participar da iniciativa. São elas, a Manitou Group, Menegotti, Valence Máquinas JCB, FORTEQUIP, Wolkan, Wacker Neuson, CSM e SISLOC. 

Na abertura do encontro, o presidente do SINDUSCON-RJ, o engenheiro João Manuel M. Fernandes deu as boas-vindas e informou a todos que aquele foi o primeiro sindicato do Brasil, fundado há exatos 100 anos pelo imigrante italiano Antônio Jannuzzi. Ele falou da honra em sediar um evento daquele porte e desejou a todos um excelente congresso.

Em seguida, o presidente da ANALOC, Reynaldo Frahia, falou da missão da entidade de agregar empresários, disseminar boas práticas e fortalecer o setor de locação. Ele destacou o bom andamento da PL 4092-2019 cuja função é aprimorar a lei relacionada às duplicatas. “Essa lei implica em uma expressiva segurança jurídica para o setor em termos de cobrança. Hoje nós somos penalizados em função dessa falha na legislação, que não permite a emissão de duplicata”, ressaltou. De acordo com Reynaldo, esse problema impacta principalmente as empresas de pequeno porte do setor que muitas vezes não conseguem receber devidamente pelo trabalho. Para concluir, Frahia convocou a todos os participantes que levassem para os seus estados aprendizados adquiridos ao longo do Congresso.

O presidente do Sindileq-RJ, Sebastião Rentes, falou do empenho em criar uma entidade representativa da classe no Rio de Janeiro como forma de superar as dificuldades enfrentadas pelo setor no seu estado. Com a fundação do sindicato no Rio de Janeiro em novembro de 2014, os empresários puderam contar com treinamentos na área de operação, manutenção da frota e gestão, meta principal da entidade. Como consequência, o setor vem experimentando um aumento no nível de profissionalização, não somente de seus técnicos como também de seus gestores. “No mês de setembro nós atingimos o patamar de 289 técnicos e gestores treinados, capacitados e certificados nas instalações do nosso Sindileque”, complementou.

Reforma Tributária

O jornalista, empresário e parlamentar Márcio Labre refletiu sobre o relevante papel desempenhado pelos empresários no Brasil. Em suas palavras, “o país caminha quando há produção de riqueza e não avança se depender apenas do estado”. Sobre a reforma tributária, ele informou que não haverá benefícios ou malefícios para o setor e que não haverá redução de impostos.

De acordo com o parlamentar o inchaço do estado não permite. Afinal dos R$ 3,5 trilhões referentes ao orçamento federal capitado ao ano, 94% destinam-se ao pagamento de despesas obrigatórias e apenas 6% desse volume é destinado a áreas como educação, saúde, segurança e transporte. Ou seja, embora arrecade muito, o país tem uma carga tributária elevada e uma entrega de serviços públicos ineficiente.

Nesse sentido, Labe explicou que a reforma tributária, através da PEC-45, vem para simplificar a gama de impostos (ICMS, ISS, PIS e COFINS), transformando-os em uma única contribuição: o IBS – Imposto sobre Bens e Serviços. Com isso, ele acredita que a mudança proporcionará um melhor entendimento sobre o pagamento de impostos, impactando positivamente no meio circulante, além de extinguir a guerra fiscal e permitir uma cobrança justa para cada setor.

O parlamentar falou ainda sobre a importância da união de forças das entidades como forma de buscar melhores condições de trabalho, colocando-se à disposição para receber os representantes do setor. Favorável à classe empresarial, Labre fez uma afirmação contundente: “nos próximos 15 anos o Brasil vai entrar em um ciclo de crescimento que não viveu nos últimos 50. O termômetro disso é o aumento da importação de bens de capital”.

Casa do Construtor: um case de sucesso

O engenheiro Expedito Arena falou da sua experiência bem-sucedida à frente da Casa do Construtor, uma sólida empresa que nasceu no interior de São Paulo em 1993. A pequena loja de materiais de construção fundada em Rio Claro, na região de Campinas, se transformou três anos depois, em 1996, na primeira franquia brasileira especializada na locação de máquinas e equipamentos para a construção civil.

E a receita de sucesso para que a Casa do Construtor tenha se tornado um atraente modelo de franquia, chegando a ser referenciado em 2010 pela revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, é um só: oferecer soluções viáveis para empresas de pequeno porte e fazer com que os clientes se tornem grandes parceiros, através de uma relação que envolve ética e transparência.

Durante a sua palestra Expedito falou sobre “Como sobreviver alugando equipamentos em tempos de crise?”. Segundo o empresário as empresas que sobreviveram adotaram três medidas: venda de ativos, redução de custos e melhoria dos processos no que tange às vendas, logística e manutenção. Com relação à venda de ativos, ele ressaltou que essa prática é muito difícil entre empresas de menor porte no Brasil.  

Na fórmula de sucesso da Casa do Empreendedor, além de muito trabalho e dedicação, também prevaleceu a disposição de estar reinvestindo no negócio. Para o empresário sempre é tempo de crescer, mesmo em meio à crise da construção civil que registrou PIB negativo. “Vivemos em um mar revolto, quando o mar está calmo qualquer um faz sucesso”, vaticinou. Sendo assim, a única forma de driblar a crise é encontrar saídas inteligentes que valorizem ainda mais o negócio.

Expectativas sobre agenda econômica

O jornalista, economista e palestrante Luís Artur Nogueira, que escreve para a revista Isto É Dinheiro e para o blog “Descomplicando a economia”, proporcionou uma reflexão sobre aspectos econômicos e políticos do Brasil e do mundo. Para aferir a expectativa dos empresários com relação ao governo, o palestrante adotou um sistema de votação entre os participantes.

A primeira questão posta em votação foi sobre o crescimento do Brasil nos próximos anos: 68% dos participantes votaram que o PIB vai crescer acima de 2% nos próximos anos. O jornalista também revelou o seu otimismo, sobretudo, quanto à agenda econômica do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Eu concordo com a agenda e acredito que vai colocar o Brasil no caminho certo”, revelou.

Entretanto, ele apontou para a necessidade de olhar as articulações políticas com mais cuidado, evitando crises desnecessárias. Outro ponto destacado por Luís Nogueira é que as relações vão passar a ser centradas mais no setor privado, reproduzindo o slogan de campanha de Bolsonaro: “mais Brasil e menos Brasília”. 

No que se refere à simplificação tributária, essa é uma questão que impacta diretamente o setor privado e um dos assuntos que está diretamente relacionado ao setor privado. Com relação ao assunto, a expectativa de 31,7% dos empresários presentes ao encontro é que a reforma irá simplificar os impostos, mas não reduzirá a carga tributária. Além disso, 40,5% deles votaram que a falta de governabilidade no Congresso é um ponto que impacta nas ações do governo.

Ao abordar algumas questões cruciais para melhorar as condições econômicas do país, o palestrante destacou a necessidade de prosseguir com as obras públicas como forma de reduzir gargalos logísticos e gerar empregos e, consequentemente, aumento de renda e consumo. Além disso, ele alertou para o cenário externo que acena com uma possível recessão econômica em função das relações comerciais conflituosas entre Estados Unidos e China, gerando uma possível guerra cambial que culminará em crise global.

Para encerrar, o palestrante levantou uma questão relevante como termômetro do grau de otimismo da plateia. Em seu questionamento Luís Nogueira perguntou como eles achavam que estariam os seus negócios nos próximos nove meses. Um percentual de 87,8% votou que estarão melhores do que o momento atual, contra apenas 11% que consideraram a possibilidade de não haver nenhuma mudança.

Patrocínio